Aprenda a usar o Poder da Determinação e alcance seu grande sonho

Só talento não resolve

No ano de 1993, em jogo do Brasil contra o Uruguai, pelas eliminatórias da Copa de 94, no Maracanã, Romário só não fez chover. Marcou dois golaços, driblou, deu chapéu, caneta e tudo o mais que tinha direito.

Em 2005, em um jogo do Barcelona contra o Real Madrid, em pleno estádio Santiago Bernabeu, casa do Real Madrid, Ronaldinho Gaúcho, então jogador do Barça, também só não fez chover. O Barcelona venceu por 3 X 0.

O Bruxo fez dois golaços, deu assistência para o outro gol, deu chapéu, caneta, armou jogadas fantásticas... Enfim, jogou tanto que ao final foi aplaudido de pé pela torcida do Real Madrid dentro de sua própria casa.

Até aí tudo bem. O planeta inteiro viu o que esses dois gênios fizeram. Mas por que fizeram? O que os inspirou? Qual foi o acontecimento que tirou os gênios da garrafa?

No ano de 1993, o técnico Zagalo convocou Romário para um jogo que a seleção brasileira iria fazer no Rio Grande do Sul.

O baixinho saiu da Holanda, onde jogava, cruzou o oceano Atlântico, desceu no Rio e voou para Porto Alegre. Mas não jogou. O Zagalo o deixou no banco o tempo inteiro.

Como era de se esperar, ele apelou com o Zagalo. E, também, como era de se esperar, nunca mais foi convocado.

Então chegou o dia do jogo contra o Uruguai. O Brasil tinha que ganhar de qualquer jeito para se classificar para a Copa dos Estados Unidos.

A essa altura, quem tendo à sua disposição um craque como Romário, iria se dar ao luxo de deixá-lo de fora. Ele foi chamado.

Recentemente, o zagueiro Ricardo Rocha contou em entrevista para o Podcast Flow Sports, que um dia antes do jogo, Romário ainda engasgado com aquele jogo de Porto Alegre, falou a ele: “eu vou fazer dois gols, vou dar chapéu, vou dar caneta, vou fazer de tudo amanhã”.

Ou seja, quem viu o jogo achou que baixou uma inspiração dos céus sobre ele, para fazer aquilo tudo. Mas não! Na verdade, ele já estava determinado desde lá de trás.

A gana, a vontade, a autoestima e a determinação já vinham de algum tempo. E isso o levou a dar o show que ninguém esquece até hoje.

Mas e o Ronaldinho Gaúcho? Qual foi o fator determinante para ele ter acabado com o jogo?

Também em entrevista ao mesmo programa, o jogador Edmilson contou que o Gaúcho estava com o Vanderlei Luxemburgo, então técnico do Real Madrid, atravessado na garganta.

Dias antes, Luxemburgo havia dado entrevistas e comentado que Ronaldinho Gaúcho estava gordo e fora de forma.

Isso feriu a autoestima do Bruxo. E um dia antes do jogo, Edmilson conta que Ronaldinho Gaúcho disse a ele: “vou acabar com o jogo. Vou mudar a História desse clássico”.

E quando todos viram as maravilhas que ele fez dentro de campo, também pensaram que algo divino havia baixado sobre ele naquele dia.

Mas também não! Ele já estava determinado desde lá atrás. Sua força de vontade, sua garra, sua determinação foram tanto, que ele realmente mudou a história desse que é o maior clássico de futebol do planeta Terra.

Nunca a torcida de um dos dois clubes havia aplaudido de pé um jogador do seu maior rival. Ainda mais dentro da própria casa.

Que os dois eram gênios, ninguém tem dúvida. Mas o que vimos nessas duas fantásticas histórias é que a genialidade sem determinação de nada adianta.

Os dois tiveram a autoestima machucada. E com garra, gana, vontade, deram o troco do jeito que mais sabiam fazer.


Cérebro, a máquina que pode tudo

Aprendemos mais sobre o funcionamento do nosso cérebro nos últimos dez anos do que tudo o que se sabia sobre ele nos últimos dez mil anos.

Hoje sabemos que uma mente determinada é capaz de coisas extraordinárias. É capaz de encontrar soluções as mais mirabolantes. É capaz de resistir a situações extremas. É capaz de superar situações catastróficas e seguir em frente. É capaz de erguer impérios nunca vistos antes na história da humanidade.

Todo esse poder está em algum lugar de nosso cérebro. Ainda não sabemos onde nem como esse mecanismo age. Mas sabemos que a determinação mental tem um poder descomunal.

Os exemplos estão pipocando por todos os lados: empresas que atingiram valor de mercado acima de um trilhão de dólares, passeios turísticos ao espaço sideral tornando-se cada dia mais reais; metaverso, carros elétricos e autônomos, drones, robôs que fazem o serviço domésticos etc.

Tudo isso que um dia foi um sonho, um devaneio, um delírio, hoje vai se tornando realidade debaixo de nosso queixo caído, porque alguma mente absolutamente determinada resolveu fazer.

Já sabemos há muito tempo que não basta ter inteligência para imaginar e criar. Há que se ter determinação para transformar a ideia em realidade palpável.

Muitas vezes quem cria a coisa de fato nem é quem a imaginou. Mas quem, vendo aquele projeto maravilhoso, se dedicou de forma obstinada a torná-lo realidade.

Por exemplo: Henry Ford não criou o carro nem a linha de montagem, como muitos acreditam, mas despejou sobre essas ideias toda a força que tinha dentro de sua mente e tornou o carro uma realidade na América.

J.P. Morgan era um banqueiro e nunca criou tecnologia nenhuma. Mas ao ver o sistema de eletricidade que estava sendo desenvolvido por Tesla e Thomas Edison, se jogou de corpo, mente e alma sobre aquilo e iluminou primeiro Nova York e o resto é História.


Enquanto os empregadores olhavam para minha cadeira de rodas, eu não conseguia emprego. O dia que um deles resolveu olhar para minhas habilidades, entrei para o mercado e nunca mais saí.

Um dia, na infância, eu estava sentado na calçada vendo as outras crianças brincando com a euforia inerente à idade, minha mãe me olhou profundamente nos olhos e disse: “você pode fazer tudo que os outros meninos fazem”. Eu acreditei tão fortemente nisso, que acabei indo bem mais longe do que eu mesmo poderia imaginar.

Eu bati em muitas portas. Muitas não se abriram. Outras tantas, Deus fechou. Na hora fiquei com muita raiva, mas lá na frente entendi o livramento. Deus me abriu as portas certas, eu entrei por elas... e o resto é história. Mas há um detalhe: Deus só abre portas para quem bate nelas. E só mais um detalhe: nenhuma porta irá até você.


Não converse com a tentação


Se é tentação, significa que você não tem controle sobre a coisa. Todos nós temos nosso calcanhar de Aquiles. Todos nós temos nossas fragilidades, nossas fraquezas, nossos pontos vulneráveis. E a tentação age exatamente sobre eles.

Fuja da tentação, pois ela é muito mais esperta do que você. Ela é capciosa. Ela não é hostil. É delicada, calculista e sabe o momento certo de te dar o golpe fatal. Quando você perceber, já será tarde demais. Ela terá te tomado tudo que você menos queria perder.

Seja firme no propósito de nunca sequer conversar com a tentação. Acredite: você vai cair na lábia dela. Para evitar essa tragédia, aprenda a usar o poder da determinação.

Se é tentação é porque é mais forte do que você. É muito mais forte. A decisão mais sábia é correr. Quem fica de bate-papo com a tentação, acaba sendo engolido por ela. E em alguns casos, o estrago costuma ser irreversível. Fique atento e corra da tentação.


Chorar sim, vitimismo não

Chorar faz parte da vida humana. Temos problemas, somos machucados, sentimos dor e, sim, precisamos chorar. O choro é uma válvula de escape da natureza humana. Aliás, é até perigoso não chorar quando a emoção pede. Isso pode ter consequências mais danosas do que o problema que por ora nos faz chorar.

O que não pode acontecer é cairmos em um vitimismo, um coitadismo covarde. Isso tira a nossa dignidade, tira a nossa capacidade de reagir, tira toda a nossa energia e nos deixa de cabeça baixa para sempre.

Chore quando sentir dor. Chore sim. Mas chore de cabeça em pé. Mantenha sua dignidade. Mesmo porque, chorar não é vergonha para ninguém. Já disse aqui, faz parte da natureza humana. Mas vitimismo é falta de caráter.

Mantenha firme a sua determinação. Siga em frente mesmo que chorando. A vida não para porque estamos sofrendo. Com o poder da determinação, você passa por essa fase do videogame e chega aonde tem que chegar.


Foco, nosso maior desafio

O filósofo Leandro Karnal, a quem muito admiro, disse que o foco é o grande ativo do século 21.

Steve Jobs dizia que foco é dizer não a todas as outras ótimas ideias. Observe que ele não está falando apenas das outras ideias comuns, que já são tentadoras. Mas ele cita as outras ótimas ideias, porque essas, sim, costumam nos fazer sair da rota.

Ayrton Senna tinha um nível tão elevado de foco, que foi jantar na casa de seu maior rival, Alain Prost, e passou o tempo inteiro sem pronunciar uma única palavra, porque ele tinha medo de ficar amigo e perder a gana, a garra, a vontade desmensurada de vencê-lo nas pistas.

Se quiser saber mais sobre foco, e sobre como não o perder jamais, por favor clique aqui.